terça-feira, 7 de julho de 2009

Objetivos das brincadeiras e dinâmica de grupo nas células

Será mesmo importante gastar tempo na célula ( que já é pouco ) brincando? Se a brincadeira for bem direcionada e programada de maneira a contribuir para a aprendizagem a resposta certamente será afirmativa.
A brincadeira em época alguma constituiu assunto tão sério como hoje. Seja como pai ou mãe, como educador (a), Cidadão (ã) responsável, não podemos permanecer indiferentes ao observarmos as mais variadas manifestações de violência, especialmente quando atinge crianças e jovens.
Muitos estudos vêm sendo feitos, e hoje se fala muito em “inteligência emocional”, que é a capacidade de se trabalhar com as emoções, resultando num equilíbrio pessoal e num bom relacionamento consigo mesmo e com o próximo. Nós como cristãos sabemos que quando deixamos o Espírito Santo dominar as nossas emoções e sentimentos, aí sim, conseguimos essa tão famosa “inteligência emocional”. Mas a dimensão lúdica, que tanto a criança como também o adulto possui, não deve ser deixada de lado, pois vem facilitar o equilíbrio emocional do indivíduo.
Através de uma simples brincadeira, concurso ou jogo, pode ser liberada e experimentada uma imensa alegria, provando que o intercâmbio de relações humanas não tem porquê ser violento e competitivo. Uma brincadeira bem orientada nos leva à cooperação, à superação de nossas inseguranças, à descoberta de novos valores e ao companheirismo.

A – Alguns pontos a serem observados na preparação e execução das brincadeiras bíblicas:
- Reconhecer que este recurso é importante e deve ser levado à sério, não basta escolher uma lista de brincadeiras e jogá-las em cima do grupo;
- Conhecer as necessidades do grupo, idade e números de pessoas, contexto, aptidões;
- Definir bem o objetivo que deseja alcançar na reunião;
- Saber o momento de parar a atividade. A competição nunca deve assumir importância tal que estrague a comunhão entre os participantes. Quando perceber que os integrantes estão exaltados, somente querendo ganhar os pontos, é hora de encerrar, mudar os grupos e acalmar a tempestade. Esta é uma boa oportunidade para ensinar princípios bíblicos de vitória e derrota, contentamento e consideração mútua (Fp 2:3,4; Rm 12:10); por outro lado, cuidado para que a brincadeira não morra por falta de interesse;
- Disciplina dentro da liberdade do jogo: fazer respeitar as regras do jogo, exigir honestidade, ser justo e ter equilíbrio das equipes;
- Conhecer bem a atividade para poder explicá-la claramente, variando em cada reunião. Na bibliografia anexa, você encontrará a indicação de alguns autores que tratam com seriedade o assunto;
- Ter todo o material à mão (cuidado! não deve haver improvisos);
- Procure envolver todos os participantes do grupo nas brincadeiras, mantenha o bom humor, a alegria e a simpatia para com todos;
- É importante evitar esgotamentos físicos e situações bruscas que possam levar a alguém se machucar ou a constrangimentos.
B – Algumas brincadeiras bíblicas

As brincadeiras podem ser usadas com crianças e adultos nos mais diferentes lugares e situações: nos cultinhos para fixar o ensino, em reuniões, em acampamentos, encontros, etc.


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